Com frases do tipo “Salvador contra o feminicídio: uma luta que também é nossa, de todos os vereadores” e “O compromisso começa aqui, na Casa do Povo, e é de TODOS”, os vereadores da capital baiana deram o exemplo e vestiram, literalmente, a camiseta roxa que simboliza o enfrentamento à violência contra a mulher, na abertura da sessão ordinária desta segunda-feira (23).
Sugerida pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB) e encampada pelo presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), a campanha, que envolve todos os vereadores, tem o objetivo de conscientizar os homens sobre o feminicídio, que mata quatro mulheres por dia no Brasil.
A vereadora Marta Rodrigues (PT) fez a abertura da campanha no plenário. Para o presidente Carlos Muniz, “todos devem estar unidos na luta contra o feminicídio. A Câmara de Salvador, portanto, abraça essa causa pelo fim da violência que as mulheres, infelizmente, ainda sofrem diariamente”.
“Na capital baiana foram 11 mulheres mortas em 2025 pelo simples fato de serem mulheres, por seus atuais ou ex-parceiros, pessoas com quem elas deveriam se sentir seguras. E o pior é que mais de 66% dos casos acontecem dentro de casa, 63% vitimando mulheres negras”, alertou Aladilce.
Entre as mensagens gravadas por vereadores homens, alguns dados estatísticos que revelam a gravidade da situação: “Só no ano passado, 1248 homens assassinaram mulheres que diziam amar. Um crime que também é nosso se ficarmos calados”. “Em 2025, na Bahia, 108 mulheres foram mortas. Onze delas em Salvador. Aceitar calado é ser conivente”.
Depoimentos em apoio à campanha
Diversos vereadores gravaram depoimentos em apoio à campanha. A vereadora Débora Santana (PDT), por exemplo, conclamou os cidadãos a fazerem parte da luta, “fazendo a diferença na campanha contra o feminicídio”.
Já a vereadora Marta Rodrigues ressaltou: “Parceiro, se ligue, fazer parte da campanha contra o feminicídio também é uma obrigação sua”.
E Anderson Ninho (PDT) conclamou todos à luta. “Sem feminicídio. O compromisso começa aqui, na Casa do Povo”.
E, em seu depoimento, o vereador Randerson Leal (Podemos) afirmou que, só no ano passado, 1.248 homens mataram mulheres. “O crime também pode ser nosso, se formos cúmplices”.
E a parlamentar Isabela Sousa (Cidadania) disse que “respeitar as mulheres é um dever de todos. Não vamos ser cúmplices”.
E Téo Senna (PSDB) frisou que a cada dia quatro mulheres são mortas. “É nosso dever mudar essa realidade”, conclamou o parlamentar.
Já Hamilton Assis (PSOL) frisou que 103 mulheres foram mortas na Bahia em 2025. E onze delas só em Salvador. “Aceitar tudo isso é ser conivente”, pontuou.
E Cezar Leite (PL) afirmou que mais de 60% das vítimas de feminicídio são negras. “E cabe a nós, homens, darmos um basta nesse terror”.
E Eliete Paraguassu (PSOL) revelou que 66,3 % das mulheres vítimas de feminicídio foram mortas em casa. “Isto é estarrecedor. Vamos à luta”, conclamou.
E Cris Correia (PSDB) afirmou que 8 em cada 10 casos de feminicídios são cometidos por parceiros ou ex-companheiros. “Vamos tomar partido nessa luta”, frisou.
Já a vereadora Roberta Caires (PDT) expressou a necessidade de mais políticas públicas e medidas protetivas de amparo às mulheres. “Basta de feminicídio”.
E Sílvio Humberto (PSB) pontuou que a Câmara de Salvador reafirma que o combate ao feminicídio é prioridade máxima.
Já Fábio Souza (PRD) frisou que “não daremos trégua aos agressores”. E disse que “pela vida das mulheres nossa luta é diária”.
E João Carlos Bacelar (Podemos) afirmou que toda mulher deve ser respeitada. “Diga não ao feminicídio”.
André Fraga (PV) frisou que Salvador está unida contra o feminicídio “pelas nossas mulheres, mães e amigas”.
E Daniel Alves (PSDB) pontuou que “nossa cidade só terá paz quando todas as mulheres se sentirem seguras na rua e em casa”.
E Paulo Magalhães Júnior (União) afirmou que a beleza de Salvador está no sorriso de suas mulheres e não em suas lágrimas.
E Felipe Santana (PSD) frisou que “o lugar de mulher em Salvador é onde ela quiser. E viva”.
Já Claudio Tinoco (União) afirmou que o grito de resistência da mulher negra é um basta contra a violência.
E Jorge Araújo (PP) enfatizou a cultura de alegria de Salvador. “A violência é que nos envergonha”, afirmou.
E Kiki Bispo (União) disse que em briga de marido e mulher, a gente salva a mulher. “Ligue 180”.
E Sandro Filho (PP) afirmou: “Não espere o pior acontecer. A denúncia é o primeiro passo para a liberdade”.
Já Marcelle Moraes (União) afirmou que “homem de verdade não levanta a mão, estende o braço para apoiar”.
E George Gordinho da Favela (PP) pontuou que “o machismo mata, saia dessa antes que seja tarde”.
E David Rios (MDB) afirmou que o amor não aprisiona, machuca e mata. “Pois o amor cuida”, disse o parlamentar.
Kel Torres (Republicanos) afirmou que educar um filho para respeitar as mulheres evita o feminicídio amanhã.
Já Ricardo Almeida (DC) frisou que a Câmara de Salvador é escudo e voz para as mulheres da nossa terra. “Aqui, não passamos a mão na cabeça de agressores. Entendemos que o homem protege, não agride. O homem valoriza, não expõe. E levanta e não humilha. Nós acreditamos dessa forma e aqui estendemos a mão para todas as mulheres da nossa cidade. Que Deus as abençoe”, afirmou o vereador.
E Marcelo Guimarães Neto (União) disse que ciúme não justifica violência.
Já o vereador Hélio Ferreira (PCdoB) alertou: “Atenção mulheres, não aceitem o primeiro empurrão. Procurem ajuda e a rede de proteção.”
E Omarzinho Gordilho (PDT) afirmou que violência contra mulher é crime e que crime se paga com justiça.
Orlando Palhinha (União) deu um recado: “Mulher, sua vida importa mais que o medo. estamos com você”.
Finalizando os depoimentos, o vereador Kênio Rezende (PRD) afirmou: “Salvador na luta contra o feminicídio, essa luta também é nossa”.


