Salvador além da folia: turistas exploram museus e centros culturais após o Carnaval

Após dias intensos de Carnaval, muitos turistas que permaneceram em Salvador aproveitam para conhecer espaços culturais administrados pela Prefeitura, transformando a viagem em uma oportunidade de contato mais aprofundado com a história e a produção artística da cidade.

Espaços como a Casa do Carnaval da Bahia, a Cidade da Música da Bahia e a Galeria Mercado, geridos pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), seguem recebendo visitantes interessados em entender, por exemplo, as origens da folia momesca em Salvador, a trajetória da música baiana e a produção de artistas do estado.

Na Casa do Carnaval, localizada no Pelourinho, o público encontra uma narrativa visual e sensorial sobre a formação da festa e sua relação com a cultura popular e a identidade baiana. O espaço funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada até as 17h. O ingresso custa R$ 20, com meia entrada para moradores de Salvador, estudantes e idosos, além de gratuidade às quartas-feiras.

A bióloga paranaense Laryssa Negri, de 30 anos, voltou ao espaço após visitá-lo em uma viagem anterior. “O museu é incrível. Já vim aqui antes, é a segunda vez que visito, e acho o espaço maravilhoso. Cada vez que venho, parece que descubro novos detalhes. É uma experiência muito rica para conhecer a cultura, entender onde surgiu o Carnaval na Bahia e acompanhar toda essa trajetória até hoje”, disse.

A agente de saúde Mayara Batista, de 32 anos, turista do Rio de Janeiro, incluiu a visita à Casa do Carnaval no roteiro após descobrir o museu pela internet. “Eu ainda não conhecia o espaço e estou gostando muito da experiência. É interessante conhecer a cultura e ver de perto figurinos que a gente só via de longe. Achei tudo muito bonito, principalmente os detalhes das roupas”, afirmou.

Já no bairro do Comércio, a Cidade da Música da Bahia apresenta a história da produção musical baiana, além de funcionar como espaço de criação e difusão de novas linguagens. O equipamento ganhou projeção internacional ao receber, em 2023, o prêmio Music Cities Awards na categoria Melhor Iniciativa de Turismo Musical. O museu funciona de terça a domingo, das 9h às 17h, com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), além de entrada gratuita às quartas.

No local, visitantes também podem acompanhar atividades interativas, como o workshop de percussão. Segundo a mediadora cultural Sara Anne Almeida, a proposta é aproximar o público da musicalidade baiana. “As apresentações de percussão são momentos de aula e também de troca com os visitantes. A gente apresenta desde os ritmos da Bahia até os instrumentos, aproximando o público da nossa cultura e da vivência baiana do dia a dia por meio da música”, explicou.

Vinda de São Paulo, a economista Ariele Beidin, de 30 anos, contou que decidiu visitar os espaços culturais soteropolitanos após ver indicações nas redes sociais. “É minha primeira vez aqui. Ouvi falar pelas redes sociais, muitos influenciadores indicaram o espaço. Achei interessante vir logo depois de curtir o Carnaval em Salvador, que também foi minha primeira vez”, avaliou.

Outro ponto visitado por turistas é a Galeria Mercado, localizada no subsolo do Mercado Modelo, também no Comércio, que reúne exposições de artistas baianos como Vinicius S.A., Mário Cravo Jr. e Rubem Valentim. O espaço funciona de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados, das 9h às 14h. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia), com gratuidade às quartas-feiras.

Do Paraná, o farmacêutico Leandro Peres, de 45 anos, aproveitou o pós-folia para visitar estes locais, que não conheceu em viagens anteriores. “O passeio é muito rico culturalmente, estou bem impressionado. Já tinha vindo a Salvador antes, mas não tinha conseguido visitar esses espaços. Estou gostando muito, principalmente dos detalhes do passeio”, contou.

Texto: Mateus Soares e Priscila Machado / Secom PMS

Foto: Otávio Santos / Secom PMS

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