Com a circulação acelerada de informações nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens, distinguir conteúdos verdadeiros de publicações enganosas se tornou um cuidado importante para os eleitores. Durante o período eleitoral, alegações sobre candidatos, pesquisas, urnas eletrônicas e votação podem ganhar repercussão sem apresentar fontes confiáveis ou comprovação.
Para evitar a disseminação de desinformação, é importante verificar a origem das publicações antes de acreditar nelas ou repassá-las. Algumas medidas simples ajudam a identificar conteúdos suspeitos e a buscar informações seguras.
Confira oito dicas para não compartilhar informações falsas
1. Investigue a origem da publicação
Verifique o nome do veículo, a identificação do autor e o endereço do site. Páginas falsas podem imitar a identidade visual de instituições e veículos conhecidos para parecer confiáveis.
2. Leia o conteúdo completo
Não tire conclusões apenas pelo título ou pela chamada de uma publicação. Leia a notícia na íntegra e confira se o texto apresenta evidências para sustentar o que foi anunciado.
3. Observe a data da informação
Conteúdos antigos podem voltar a circular como se fossem atuais. Verifique quando a publicação foi feita e procure o contexto original de declarações, imagens e acontecimentos.
4. Tenha cautela com mensagens alarmistas
Pedidos para compartilhar imediatamente, promessas de revelações exclusivas e frases que apelam para o medo ou a indignação exigem atenção. Antes de encaminhar a mensagem, procure confirmar os fatos.
5. Compare informações em fontes diferentes
Pesquise o assunto em outros veículos jornalísticos e consulte canais oficiais. Informações atribuídas à Justiça Eleitoral, por exemplo, podem ser verificadas nas páginas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
6. Verifique fotos, vídeos e áudios
Imagens fora de contexto, gravações editadas e conteúdos criados com inteligência artificial podem induzir o público ao erro. Procure a versão original do material e, quando possível, utilize ferramentas de busca reversa de imagens.
7. Consulte documentos e dados originais
Em publicações sobre pesquisas eleitorais, estatísticas e resultados de votação, procure a fonte dos números. Confira a data, a instituição responsável e as informações metodológicas disponíveis.
8. Diferencie fatos de opiniões
Comentários e interpretações políticas não são necessariamente informações falsas. O cuidado deve estar na verificação de afirmações objetivas, como declarações atribuídas a alguém, documentos divulgados e dados apresentados como oficiais.
TSE disponibiliza ferramenta de checagem
Uma das alternativas para esclarecer dúvidas é a plataforma Fato ou Boato, mantida pela Justiça Eleitoral. O serviço reúne verificações e conteúdos educativos sobre temas relacionados às eleições, incluindo informações sobre as urnas eletrônicas e o processo de votação. <Cite refs={[“turn442304search2″,”turn442304search3”]}/>
O eleitor também pode denunciar conteúdos que ameacem a integridade do processo eleitoral pelo Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), do TSE. O canal recebe alertas sobre informações falsas relacionadas, entre outros assuntos, à segurança das urnas, à atuação da Justiça Eleitoral e a tentativas de desestimular o voto. <Cite refs={[“turn442304search5”]}/>
Antes de compartilhar qualquer notícia, a recomendação é conferir a autoria, a data, a fonte original e a confirmação dos fatos. Se não houver elementos suficientes para verificar a informação, o melhor é não repassá-la.


