O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, devem se reunir até a próxima segunda-feira (25) para definir os últimos pontos da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A negociação envolve principalmente a forma de transição para a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
A proposta em discussão pretende garantir dois dias de descanso por semana e deve ter um texto mais enxuto, deixando detalhes específicos para regulamentações posteriores e negociações coletivas entre sindicatos e empregadores. O relator da PEC, o deputado Leo Prates, já teria a base do parecer pronta, aguardando apenas a definição política sobre o período de adaptação às novas regras.
Segundo integrantes das negociações, uma das alternativas avaliadas é implementar a redução da carga horária de maneira gradual ao longo de até três anos. Há resistência dentro do governo a esse modelo de transição, especialmente por parte de ministros que defendem aplicação imediata da nova jornada.
A expectativa é que o relatório seja apresentado na comissão especial da Câmara nos próximos dias e avance rapidamente para votação no plenário ainda nesta semana. O tema se tornou uma das principais pautas trabalhistas em debate no Congresso e vem sendo tratado como prioridade tanto pelo governo quanto pela presidência da Câmara.


