A atuação da Vigilância em Saúde foi um dos pilares da segurança sanitária do Carnaval de Salvador 2026. Ao longo da operação, as equipes vinculadas à Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realizaram mais de 33,5 mil ações integradas de fiscalização, monitoramento ambiental, proteção ao trabalhador e atividades educativas nos circuitos oficiais e nos bastidores da festa.
O número reúne as diferentes frentes de atuação mobilizadas durante o período: mais de 17,6 mil acompanhamentos realizados pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), 13.810 ações de fiscalização conduzidas pela Vigilância Sanitária (Visa), 1.500 atividades executadas pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e 1.326 análises laboratoriais executadas pela Vigilância Ambiental (Visamb), além de inspeções técnicas e orientações preventivas.
Cerest – À frente da saúde do trabalhador, o Cerest acompanhou mais de 17,6 mil cordeiros ao longo de cinco dias de folia, inspecionando as condições de trabalho em 47 agremiações — quatro delas notificadas por irregularidades. A atuação incluiu escuta qualificada, orientações sobre jornadas prolongadas, pausas, hidratação e condições seguras de trabalho, reforçando a proteção de quem atua diretamente na dinâmica da festa.
As ações também alcançaram motociclistas que circularam intensamente nos circuitos Dodô e Osmar, com abordagens educativas voltadas ao uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e à segurança viária, por meio da campanha “Você Aí no Trânsito Também é Responsável pelo Trabalhador nas Ruas”.
Visa – A Vigilância Sanitária realizou 13.810 ações de fiscalização em módulos de saúde, centrais de acolhimento, camarotes, trios elétricos e estabelecimentos temporários. O controle no setor de alimentos foi intensificado, abrangendo food trucks, barracas e pontos provisórios, com foco nas boas práticas de manipulação e na segurança do consumidor.
Também houve monitoramento preventivo da comercialização de pomadas capilares, garantindo que apenas produtos regularizados e autorizados estivessem disponíveis ao público.
Visamb – A Vigilância Ambiental concentrou esforços no acompanhamento diário da qualidade da água em áreas de grande circulação, incluindo circuitos, camarotes e estruturas sensíveis como o Salvador Acolhe. Foram coletadas 221 amostras, totalizando 1.326 análises laboratoriais de parâmetros físico-químicos e microbiológicos, com 99% de conformidade nos resultados de potabilidade.
Além das análises, as equipes realizaram inspeções técnicas, afixaram selos de monitoramento e orientaram os responsáveis sobre higienização e armazenamento adequado da água.
CCZ – As equipes do Centro de Controle de Zoonoses intensificaram as ações nos circuitos oficiais com inspeções técnicas e medidas preventivas. Mais de 700 imóveis foram visitados, com eliminação de mais de 400 depósitos que poderiam se tornar criadouros do Aedes aegypti, tratamento de 100 possíveis focos e monitoramento de 231 Estações de Disseminação de Larvicida, reforçando a prevenção contra dengue, zika e chikungunya.
No período, também foram realizadas mais de 800 atividades de controle da leptospirose, mais de 60 imóveis desratizados e mais de 50 ações voltadas ao controle do mosquito Culex. Como parte do trabalho educativo, foram distribuídos mais de 3.900 panfletos e mais de 900 ventarolas sobre leptospirose, alcançando cerca de 1.500 pessoas com orientações sobre diversas zoonoses.
Prevenção – Para a diretora de Vigilância à Saúde da SMS, Andrea Salvador, o trabalho integrado foi determinante para a segurança da festa. “A Vigilância em Saúde atuou de forma estratégica durante todo o Carnaval, com presença técnica nos circuitos, nas estruturas de apoio e nos bastidores da operação. Nosso foco é antecipar riscos, orientar, fiscalizar e garantir condições sanitárias adequadas para trabalhadores e foliões”, afirmou.


