O Bando de Teatro Olodum foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador. A medida foi sancionada na segunda-feira (6), por meio da Lei nº 9.976/2026, consolidando a importância do coletivo para a cena cultural da cidade.
Criado em 1990, a partir da vivência do Olodum, o grupo nasceu em um período em que a presença de artistas negros no teatro brasileiro ainda era limitada. Desde então, vem construindo uma trajetória sólida, marcada pela valorização da cultura afro-brasileira e pela defesa da representatividade nos palcos.
Ao longo de mais de três décadas, o Bando desenvolveu espetáculos que abordam temas urgentes da sociedade, como racismo estrutural, desigualdade social e construção de identidade, sempre com linguagem potente e engajada.
Além das produções artísticas, o coletivo também se firmou como um importante espaço de formação, revelando e impulsionando novos talentos ao longo dos anos, com impacto direto em diferentes gerações de artistas.
Com o reconhecimento, a gestão municipal assume o compromisso de preservar e fortalecer a história do grupo. A legislação prevê iniciativas de valorização, registro e difusão das atividades, com o envolvimento de instituições como a Fundação Gregório de Mattos e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador.


